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A palestra foi ministrada pela psicóloga, Sonia Cristina Rodrigues do Amaral, subsecretária de Cidadania e Assistência Social nesta segunda –feira, dia 13

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William Gomes

Firme no seu propósito de difundir conhecimento para minimizar o impacto do assédio moral e sexual no ambiente de trabalho, a Secretaria Executiva de Políticas Públicas para a mulher realizou na manhã desta segunda-feira, 13 de maio, na Casa do Trabalhador, uma palestra sobre este tema complexo e pouco discutido e combatido nos dias atuais.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) 52% dos trabalhadores brasileiros já foram vítimas de assédio moral. Julliana Caetano Ortega, secretaria interina da pasta, ressaltou a importância desta ação e a preocupação do Governo Municipal em humanizar cada vez mais as relações de trabalho. 

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William Gomes

O foco da palestra foi orientar e esclarecer questões relativas ao assédio moral como forma de prevenção a esse fenômeno que tem atingido muitos trabalhadores (as) inclusive no serviço público.

A palestra foi ministrada pela Sonia Cristina Rodrigues do Amaral, psicóloga e subsecretária de Cidadania e Assistência Social, que retratou a problemática que aflige os trabalhadores(as) tanto nas empresas púbicas quanto nas privadas. Para ela, “o assédio moral e sexual no trabalho é toda conduta abusiva, sendo repetitiva e prolongada, que normalmente humilha e ameaça um trabalhador”.

Estiveram presentes: Andréa Ap Servignani, técnica da secretaria executiva de políticas para mulher, representantes do Conselho Municipal dos Direitos da mulher, as conselheiras Adriana, Sônia e Luciana, a a coordenadora da Casa do Trabalhador de Nova Andradina, Maria Aparecida Valdez.

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William Gomes

Todos juntos na erradicação do assédio moral x sexual no trabalho. Assédio é crime. Denuncie!

Ligue 180 Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Telefone gratuito e 24 horas)

Ministério Público Estadual - Nova Andradina-MS

DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) ou procure a Delegacia e mais próxima da sua casa.

Se você tem dúvidas sobre o que é assédio no trabalho, leia essas orientações!

CINCO SITUAÇÕES QUE CARACTERIZAM ASSÉDIO

1. Investidas insistentes

Comportamento Mensagens fora do ambiente de trabalho a qualquer hora. Os comentários não param em fotos e vídeos postadas em redes sociais: ‘você é linda’, ‘que gata’ - além dos emoticons de corações. Mesmo que não tenha contato físico, sem consentimento, a conduta é caraterizada como assédio sexual.

Por que não é necessário contato físico para configurar o assédio. A prática pode ser explícita ou sutil, com contato verbal, redes sociais, presentes e mensagens.

2. Violência verbal

Agressões João sempre bateu todas as metas da firma. Era conhecido como o funcionário padrão. No entanto, o novo chefe, fazia o tipo ‘linha dura’: só falava gritando, batia a porta na cara das pessoas, soltava piadinhas desconcertantes. Chegou até a rasgar em plena reunião o relatório que João levou semanas para fazer.

Por quê O assédio moral é caracterizado por toda e qualquer conduta abusiva, seja um gesto, palavra ou atitude contra a integridade física ou psíquica.

3. Constrangimento

Arrogância “Você é mesmo difícil. Não consegue entender uma orientação tão simples. Até uma criança é capaz de fazer isso. Você é burra por um acaso?”. Ainda que no dia seguinte o chefe repense o que disse e chame para conversar, toda vez que ‘se sente pressionado ou perde a cabeça’, usar a posição hierárquica para diminuir o profissional é mais uma situação de assédio moral.

Por quê Via de regra, o assediador é autoritário e abusa do poder conferido em razão do cargo.

4. Privações

Regras? ‘Vai no banheiro de novo?’. Seja qual for a atividade ou segmento do negócio, contar o tempo de permanência ou limitar o número de vezes que o trabalhador vai no banheiro é uma situação que configura assédio moral.

Por quê esse tipo de atitude deteriora propositalmente as condições de trabalho. Segundo a cartilha elaborada pela Procuradoria Geral do Estado, todo comportamento que degrada o clima no ambiente de trabalho contribui para a prática do assédio.

5. Não é brincadeira

O ‘engraçadinho’ As piadinhas que destroem a autoestima e diminuem a pessoa também são vistas como assédio, principalmente se zombam de deficiências físicas, idade, peso, opções sexuais, religiosas ou têm conotações raciais. Dizer que ‘ela é que nem corrimão’, que ‘ele é afeminado’ atenta contra a dignidade do profissional.

Por quê Tal prática viola a dignidade da pessoa humana, assim como os direitos fundamentais ao trabalho e à saúde, previstos na Constituição.