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São priorizados pontos de grande circulação de pessoas como Terminal rodoviários, hospitais, delegacia, ESFs, bancos, lotéricas e supermercados

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Foto: Fundação Oswaldo Cruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Andradina e secretarias municipais de outros 11 municípios de Mato Grosso do Sul devem receber nos próximos dias os comprimidos de cloroquina enviados pelo Ministério da Saúde ao Governo de MS, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde. O medicamente deverá ser usado nos casos mais graves de Covid-19.

Ao todo, cinco mil medicamentos serão distribuídos. Um ofício foi entregue pelo secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, apontando ainda as unidades hospitalares que devem receber o medicamento. “De forma equilibrada e transparente fizemos a divisão do medicamento por número de habitantes de cada cidade”, explica o titular da pasta.

A iniciativa do Ministério da Saúde toma como base estudos promissores com o medicamento, mas ressalta que ainda não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia para casos de coronavírus. O protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados.

Além de Nova Andradina, os municípios que irão receber o medicamento são: Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Naviraí, Paranaíba, Ponta Porã, Sidrolândia e Três Lagoas.

Os medicamentos

A cloroquina e hidroxicloroquina irão complementar todos os outros suportes utilizados no tratamento do paciente no Brasil, como assistência ventilatória e medicações para os sintomas, como febre e mal-estar. Tanto a cloroquina e a hidroxicloroquina não são indicadas para prevenir a doença e nem tratar casos leves.

Sobre o uso do medicamento, é importante enfatizar que duas unidades hospitalares em Mato Grosso do Sul realizam ensaios clínicos: o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e o Hospital Universitário, para assim criar uma base de dados mais consistente sobre a substância. “É preciso total cautela considerando que a eficácia do medicamento ainda não está comprovada cientificamente”, afirma o infectologista Júlio Croda, coordenador de especialistas da Fiocruz/Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.