Um mosquito, três grandes ameaças à saúde pública: dengue, zika e chikungunya. Diante do avanço nos indicadores relacionados ao Aedes aegypti, a Prefeitura de Nova Andradina, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, adota uma postura mais rigorosa no enfrentamento ao vetor, reforçando medidas de prevenção, fiscalização e responsabilização.
De acordo com o boletim epidemiológico mais recente, o município já registra dois casos confirmados de chikungunya, além de 70 notificações de dengue e 70 notificações de chikungunya. O cenário acende um alerta para a necessidade de mobilização coletiva, especialmente neste período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito em ambientes com água parada e limpa, potencializada pelas altas temperaturas.
Como resposta estratégica, a Prefeitura Municipal irá intensificar as ações de campo, com a atuação direta dos agentes de endemias em visitas domiciliares e inspeções em terrenos baldios. Durante as vistorias, imóveis que apresentarem focos do mosquito serão notificados, e, em caso de reincidência, os proprietários estarão sujeitos a multas, conforme previsto na legislação sanitária.
A medida tem caráter preventivo e busca evitar que o município enfrente situações críticas como a registrada em Dourados, onde o aumento expressivo de casos de dengue e chikungunya resultou na superlotação das unidades de saúde, incluindo a Reserva Indígena Jaguapiru. Na localidade, o crescimento dos casos de chikungunya provocou um aumento de cerca de 20% nas internações no Hospital Universitário da UFGD, culminando na decretação de emergência em saúde pública.
A Secretaria de Saúde reforça que o combate ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada e depende do engajamento coletivo. Manter caixas d’água vedadas, eliminar recipientes que acumulam água e manter terrenos limpos são atitudes simples, mas decisivas para proteger vidas e evitar o avanço das doenças no município.

